segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

AS FÉRIAS ACABARAM, E AGORA?

ENTREVISTA CONCEDIDA A REVISTA APPAI EDUCAR

                                                                         Por Denise Tinoco*


1.    Durante o período de férias a criança tem uma grande liberdade para escolher as suas atividades. Ao voltar o ano letivo, muitas estranham a “obrigação” de realizar exercícios pré - estabelecidos. Como preparar o aluno para voltar à rotina?

R: O período de férias é necessário para todos, pois o corpo pede descanso e novas possibilidades de interação. No caso da criança, o período de férias, deve servir para quebrar a rotina, servir como estímulo para novas brincadeiras e descobertas, sedimentação dos conteúdos estudados no período anterior, estreitamento laços familiares e período dedicado a experiências novas e enriquecedoras. Proporcionar momentos de descanso, lazer e novas aprendizagens, durante as férias dos filhos, torna-se mais uma função da família. Ocorre que muitos pais se esquecem destas necessidades ou, por não terem período de férias em conjunto com os filhos, deixam os dias de descanso sem monitoramento. Daí, temos os filhos passando muitas horas diante da TV, jogando vídeos games ou nas redes sociais. Isolados, crianças e adolescentes contemporâneos, correm o risco de saírem das férias, mais estressados do que quando estavam no período letivo. Relax total também pode trazer problemas no retorno escolar. Por isso, durante as férias, a família deve reservar uma hora do dia para leituras, atividades de concentração, jogos de tabuleiros e atividades em grupo. Já, nos dias mais próximos da chegada do início ou reinício do ano letivo, torna-se essencial organizar a rotina para que o corpo se acostume com os novos horários e necessidades. Assim, estabelecer novo horário para dormir, horário para as refeições e organização do espaço de estudo, são atividades fundamentais para um início ou reinício letivo menos conflituoso para todos. Existem escolas que organizam atividades de reforço on line e também grupos de estudos semanais, como rodas de leitura, exibição de filmes com debates, ciclo de palestras, que poderão ajudar na reestruturação da rotina que antecede o retorno ao ano letivo.

2.    Sabendo que cada criança tem um ritmo, como o professor pode se adaptar para atender as diferentes necessidades?

R: Ritmos diferentes estão presentes, até entre irmãos. Ninguém é igual a ninguém. Por isso, pais e professores precisam aceitar e organizar rotinas diversificadas para que sejam respeitados as diferenças e todos possam efetivamente aprender! Mas, na escola, no ensino formal, no fazer docente cotidiano, isso fica mais evidenciado, pois nem sempre, aquilo que ensinamos é apreendido por todos da mesma forma. Trabalhar focado nas teorias da aprendizagem pode nos ajudar a entender melhor estas necessidades e buscar soluções viáveis para as questões. Por exemplo, a Teoria de Vygotsky nos fala sobre a Zona de Desenvolvimento Proximal e o papel do mediador, do “par mais forte”, neste contexto. Desta forma para que o aluno possa transpor tais obstáculos, por vezes invisíveis, mas reais, o professor deverá ficar atento às potencialidades e necessidades discentes, buscando atividades variadas e pares que possam, ao longo do ano letivo, favorecer a transposição dos desafios. Assim, oferecer momentos para atividades diversificadas é importante e deve ser considerada uma estratégia eficaz. Trabalhos em grupos ou em duplas ajudam a quebrar a rotina e fortalecem a necessidade de interação, entre os pares. Variar a arrumação das carteiras escolares é uma atitude simples, que também traz benefícios. Atividades em laboratórios também são fundamentais para criar um clima de ensino e pesquisa, que privilegiam os diferentes ritmos. Visitas técnicas,  palestras com profissionais de diferentes áreas, exibição de filmes, gincanas, exposições de trabalhos, criação de Feiras de Ciências, Festivais de Poesia e Música podem amenizar a rotina, favorecer diferentes ritmos dos alunos e possibilitar diferentes formas de aprendizagem.

3.    Como a família pode contribuir para um melhor rendimento do aluno em sala de aula?
R: Embora a família seja uma instituição social milenar, percebe-la como integrante do processo de aprendizagem escolar de crianças e jovens é um fenômeno novo, que demanda aceitação, diálogo e muito estudo. Por um lado, as escolas fantasiam com tipos de famílias e participação destas famílias, que não existem ou, na maioria não existem dentro do contexto social contemporâneo. Isso faz com que deixem de fora a maioria das pessoas que podem contribuir com o processo de aprendizagem dos alunos, durante o período escolar. Por outro lado às famílias, por vezes, sobrecarregadas com a rotina dura de sobrevivência, acomodam-se e se omitem na tarefa de educar, ao lado da escola.  As famílias podem ajudar no processo de ensino aprendizagem escolar percebendo-se como co  participantes desta jornada. Desta forma, acompanhar atividades escolares dos filhos, participar efetivamente das reuniões da escola, verificar agendas e solicitações escolares, criar rotina de estudo para os filhos, fortalecer o respeito pelos mestres e espaço escolar dentro de casa, conversar com professores sistematicamente na escola, conversar com os filhos sobre os resultados escolares e estabelecendo metas bimestrais podem melhorar   e fortalecer seu papel junto da escola, na construção de uma aprendizagem honesta e coletiva. Buscar engajamento nos projetos sociais da escola, organizar grupos de estudo com colegas de turma. Trabalhar a disciplina com quadros de horários são possibilidades de interação com a escola, que certamente renderão bons frutos.

4.    Quais atividades os professores podem realizar à turma para promover socialização?

R: Muitos teóricos da educação são categóricos em afirmar que a socialização é um processo mediante o qual uma pessoa adquire o conhecimento e a prontidão social, necessários para assumir o papel de sujeito, na organização a qual pertence. Sendo assim, é preciso que a escola, como instituição e o professor como agente social deste espaço, percebam-se como facilitador do processo de socialização dos alunos. Desta forma, promover atividades de socialização, torna-se essencial para diferentes aprendizagens discentes. Vejamos alguns exemplos: Organizar gincanas entre turmas, realizar visitas a museus, Planetários, empresas, ONG’s, organizar ciclo de palestra, na escola. Criar intervalos culturais com os alunos, elaborar festivais de poesias, eventos de tecnologia, mostras de cinema, criação de campanhas solidárias, estão entre as atividades que podem favorecer a socialização, pois, buscam estabelecer “link’s” com conteúdos estudados, ampliando a visão social destes conteúdos no cotidiano dos alunos e oportunizando a ampliação da visão de mundo entre eles.

5.    Quais são os resultados que o corpo discente recebe quando tem dos professores um bom planejamento de socialização? E o que muda na rotina do professor quando esses resultados são explanados?

R: Educação de forma plena e eficaz é o que desejamos para nossos discentes e o que buscamos em nossa profissão. Perceber que os alunos entenderam nossa proposta, verificar que estão engajados em projetos sociais, que se preocupam com o ambiente em que vivem e desejam mudanças sociais para todos é tal especial como receber um prêmio por nossa atuação, durante o processo de ensino aprendizagem daquele grupo. Para tal, é importante que a Escola elabore seu Projeto Político Pedagógico de forma conjunta e honesta. Que trace uma proposta pedagógica que seja capaz de inserir o novo no seu contexto carregado de conteúdos e dilemas. Ao professor caberá a elaboração de Planos de Ensino viáveis, conectados com a sociedade, dinâmico, capaz de suscitar a participação de todos e de cada um. Voltar aos bancos escolares, buscar especializações, conhecer lugares, ler mais, buscar ajuda do seu “par mais forte”, também será necessário. Num mundo cada vez mais individualizado e competitivo, caminhar na contramão, fazer nosso alunado se perceber parte desde mundão é tarefa docente das mais complexas, que exigirá apoio institucional e familiar, nos moldes já mencionados nesta entrevista. Se desejarmos fazer parte do novo, teremos que planejar este momento, trabalhar por ele e mudar nossa maneira de ver e estar no mundo e modificar nossas ações no cotidiano da  escola. Afinal, como disse nossa eterna Elis Regina, o novo sempre vem! Eu completo: Tomara que possamos fazer parte dele!



*Denise Tinoco é Professora de educação infantil, Professora universitária e Pedagoga, Especialista em Educação Infantil e Psicopedagogia. E-mail para contato:  denise.tinoco@bol.com.br





quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

A HORA DO MATERIAL ESCOLAR

A HORA DO MATERIAL ESCOLA.

                                                                                                                                       Por Denise Tinoco

       Todo início de ano é hora de organizar a vida dos filhos em idade escolar. Além de atender às exigências dos pequenos nos quesitos mochilas com personagens de desenhos e filmes da moda, os pais precisam encarar as extensas listas de materiais solicitados pelas instituições de ensino.
      Para enfrentar esta árdua jornada preciosas dicas: não levem os pequenos às papelarias; organizem grupos para compra de materiais por atacado, buscando os descontos concedidos pelas lojas. Outra medida interessante é a troca de livros entre os alunos da mesma escola ou a busca por livros usados, em sebos especializados. Nesses locais é possível encontrar bons títulos.
      No entanto, para dar conta das listas escolares é preciso muita atenção e vontade de fazer diferente. Neste sentido, duas leis brasileiras visam a auxiliar na contenção desses abusos cometidos pelas escolas. A primeira foi em 1999, a Lei 9. 870, que normatizou os valores das anuidades escolares e trouxe outras providências. Em 2013, uma segunda lei versou sobre o assunto. De forma complementar, a Lei número 12. 886 desobrigou o contratante de pagamentos adicionais ou fornecimento de qualquer material escolar de uso coletivo.
      Examinando algumas listas de materiais escolares, já em 2015, encontrei muitos objetos que são de uso coletivo: lixas, envelopes, fita para impressora, caneta para lousa, palito de churrasco, papel higiênico, cordão, creme dental, fantoches, esponjas, dentre outros. Os maiores abusos são cometidos na educação infantil, mas é comum encontrarmos taxas extras também no ensino Fundamental.
      Educadores, pais e donos de instituições de ensino devem rever a forma de encarar o cotidiano escolar. Buscar uma educação mais sustentável, simples e eficaz é uma meta que deve passar pelas listas. Espero que estes materiais, excluídos, não recaiam na conta dos professores, já tão explorados no dia a dia. Enfim, os abusos continuarão e exigirão fiscalização. É hora das compras conscientes e denúncia de quem se sentir lesado.



Publicado no Jornal O  Dia  em  22/01/2015.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

FELIZ DIA DO PROFESSOR! FELICIDADES PARA TODOS OS DIAS DOS PROFESSORES!

Tenho que partilhar uma verdade: Nem sempre quis ser professora! Aos oito anos desejava ser Sílvio Santos e ter um grande microfone para falar na televisão e no rádio. Sim, eu queria ser Sílvio Santos! Assim que ganhei o tal microfone a vontade sumiu! Quis ser Chacrete do Programa do Chacrinha... Mas, sempre quis, também, ser cantora... Coisas da infância! Desejei ainda, fortemente, ser como Jacques- Yves Cousteau, porém, uma ida desastrada ao cinema para assistir o filme “Tubarão” me fez refletir sobre a vocação. No entanto, aos treze anos, desejei ser professora. Meus pais não queriam isso! E lá fui eu fazer diversos Testes Psicológicos de Vocação. Lá, a resposta variava, devido as diferentes habilidades cognitivas apresentadas. Mas, eu já havia escolhido minha profissão: PROFESSORA! Aos poucos , me tornei ajudante de turma... Fiz o antigo Curso Normal e aos dezesseis anos, já era professora com carteira assinada! Aos dezesseis, também, iniciei meu curso de Pedagogia. Lá se vão mais de trinta e dois anos de profissão dedicados aos diferentes campos educacionais. Não é fácil, confesso, vivenciar a docência nos tempos atuais, seja no âmbito público ou privado, muitos são os desafios que nos provocam e convocam a redimensionar os saberes e fazeres de forma sistemática. É preciso cuidar da profissão, dos estudos, exercitar a paciência, desenvolver o olhar crítico, escuta atenta,  cuidar da voz, do corpo, incorporar diferentes metodologias de pesquisa e aprimorar estratégias capazes de promover a inclusão de muitos, neste processo. Mas, acima de tudo, ao longo do caminho, é fundamental desenvolver a capacidade de alteridade.  Talvez, este seja o maior desafio da profissão! Passado todo este tempo, continuo com a mente sedenta por novas aprendizagens e feliz com minha escolha! Desta forma, neste dia simbólico, onde o professor é lembrado e celebrado, com coração repleto de esperança, renovo meu compromisso com o saber fazer docente! 

E, para todos, que assim como eu desejam e trabalham, diariamente, com a docência registro meu respeito e meu carinho especial pelo DIA DO PROFESSOR!



sexta-feira, 2 de outubro de 2015

NOVA PUBLICAÇÃO NO JORNAL O DIA

Recente disputa entre campeões reuniu milhares de pessoas num estádio de futebol e cinemas de São Paulo. Times, torcidas eufóricas e locutores formavam o público. A atividade exige dedicação exclusiva, horas de treinos e disposição física e mental. Brincadeira que se tornou forma de vida. As vantagens da profissionalização e boa remuneração para os jogadores de games atraem os que buscam ascensão. Mas foi a grande concentração de olhares atentos e os rostos felizes dos participantes que me chamaram a atenção. Fiz rápida reflexão sobre as metodologias nas salas de aula e o abismo cada vez maior entre a vida escolar e o mundo. Tablets e computadores prometem ajudar no cotidiano trazendo novas formas de aprendizagem, no entanto, os aparelhos, por si só, não trarão a revolução, será preciso redimensionar os olhares sobre as realidades, os saberes e também , os fazeres!
Por isso, estou muito feliz com mais este artigo publicado no Jornal O Dia, pois as revoluções, sempre necessárias, no campo educacional, me encantam e me provocam!

OBS: Para ler a reportagem do Jornal O DIA, copie o link.


http://odia.ig.com.br/noticia/opiniao/2015-10-02/denise-tinoco-torcida-para-os-games-transformarem-a-escola.html

 Um abraço fraterno, Denise.









sexta-feira, 18 de setembro de 2015

3º SEMANA DE SUSTENTABILIDADE E RESPONSABILIDADE SOCIAL" DA ESTÁCIO DE SÁ

Ontem(17/09/2015) a PEDAGOGIA, Campos dos Goytacazes, realizou mais uma ação de Sustentabilidade dentro da "3º Semana de Sustentabilidade e Responsabilidade Social". Desta vez, apresentamos O INTERVALO SUSTENTÁVEL., com exposição de objetos do cotidiano, jogos e brinquedos confeccionados por diferentes alunas, tendo como ponto de partida materiais descartáveis como: CD's usados, palitos de picolés, filtros de café, caixas de leite, dentre outros! Sucesso total! É a ludicidade "dando uma mãozinha" ao futuro!







quinta-feira, 10 de setembro de 2015

DIVULGANDO O CURSO DE PEDAGOGIA DA ESTÁCIO

Visitando o Colégio Estadual Tobias Tostes Machado- Conceição de Macabú

Hoje(09/09/2015) realizamos um bate papo muito especial sobre Sociedade, Educação e Pedagogia com diretores, professores e alunos do Ensino Médio do Colégio Estadual Tobias Tostes Machado, em Conceição de Macabu. Nosso diálogo aconteceu em um espaço grande, bem estruturado, limpo, arejado e acolhedor! Por lá, vimos uma moçada alegre, atenta e determinada, mediados pelos  de diretores e professores , que apesar de toda desvalorização da educação brasileira, trabalham com brilho nos olhos, o que muito nos encantou! Muito obrigada a todos e em especial a nossa Egressa de sucesso a Professora Cleide Valadares , a Diretora Geral Márcia Valentim Barcelos e Diretora Adjunta Geíza Vasconcelos Dutra Valente! Muito obrigada!

Desejamos conhecer outras escolas e outras histórias. Você poderá fazer contato , para que possamos marcar um encontro!


Avante Pedagogia- CAMPOS DOS GOYTACAZES!    #avantepedagogia



terça-feira, 1 de setembro de 2015

DIA DO PROFESSOR- ARTIGO NA REVISTA GUIA PRÁTICO PARA PROFESSORES DA EDU. INFANTIL

"Ao Mestre, com carinho!" No dia 15 de outubro comemoramos o Dia do Professor no Brasil. Somos agentes importantes, neste cenário da aprendizagem escolar, então, nada mais justo do que comemorar a data e refletir sobre as exigências atuais da nossa profissão. Em muitos países a data é celebrada, em diferentes dias e meses do ano.  Segundo dados da UNESCO- United Nation Educational, Scientific and Cultural Organization (que em português significa: Organização para a Educação, a Ciência e a Cultura das Nações Unidas), muitos países festejam o Professor em 05 de outubro. Na América do Sul, destacam-se o dia 16 de outubro, no Chile. O dia 22 de setembro, no Uruguai e o dia 11 de setembro, na Argentina. No Brasil, pesquisas apontam que foi em dia 15 de outubro de 1827, que Pedro I, Imperador do Brasil, baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil. O Decreto tratou, dentre outros temas, sobre forma de contratação do professor, divisão de disciplinas. Assunto inovador, mas o decreto não foi cumprido. Foi em 1947, 120 anos após o referido Decreto, que ocorreu a primeira comemoração de um dia efetivamente dedicado ao professor. Numa pequena escola, em São Paulo, depois de um ano de muito trabalho e quase nenhum descanso, alguns professores tiveram a ideia de fazer uma parada estratégica para evitar o stress, bem como avaliar a caminhada, planejar o restante do ano, além de celebrarem os feitos que tiveram naquele período. A definição da data ficou por conta do Professor Salomão Becker, que escolheu o dia 15 de outubro devido a uma lembrança escolar, de sua infância. Segundo ele, em sua cidade natal, na época, crianças e professores traziam doces e outras guloseimas para a instituição neste dia e faziam uma grande comemoração. Com a aprovação do grupo, a comemoração foi efetuada e ganhou força na região e em outras cidades do país. No entanto, feriado só foi oficializado pelo Decreto Federal nº 52.682, de 14 de outubro de 1963. Passado todo este tempo, percebe-se que o dia tornou-se um feriado de cura da exaustão. Sendo ele depois da tradicional “Semana da Criança”, a impressão que se tem é que os docentes, principalmente das primeiras etapas da educação básica, passam o dia dormindo ou trancados em casa, sem sequer se lembrarem, que a data foi criada com a intenção de que as instituições de ensino promovessem solenidades de exaltação à profissão, como também de integração entre professores, alunos e famílias. Ao longo dos anos, foi possível perceber que o comércio já internalizou a data. Presentinhos, cartões de congratulações, músicas, filmes e promoções em restaurantes e lojas reforçam a constatação. Somam-se inúmeras formas de fazer a sociedade lembrar à data e consumir cada dia mais. Porém, longe das comemorações comerciais, a profissão e o profissional, que já tiveram os seus dias de glória, clamam por respeito e dignidade exercício cotidiano de seu saber fazer. Portanto, a ideia de se organizar encontros, palestras, debates e outras atividades integradoras, que busquem enaltecer o professor, dentro da escola, junto da comunidade educativa, será sempre bem vinda e necessária para o processo de fortalecimento da profissão e reconhecimento deste profissional. Na educação infantil, a situação é delicada, visto que os pequenos entram nas creches, por volta dos seus quatro meses, sendo o papel docente, por vezes, confundido com o de babá ou cuidador. Assim, entender que este profissional estudou, preparou-se (e continua estudando, sempre!) e, tem como tarefa essencial: educar e cuidar crianças pequenas torna-se tarefa desafiadora para toda a comunidade educativa.

Querem saber mais sobre o assunto? 

Vejam minha participação na edição de setembro da REVISTA GUIA PRÁTICO PARA PROFESSORES DE EDUCAÇÃO INFANTIL.